Essa lindona aí da foto é a Loredana, nossa mamma, “generala” e grande artista que nos surpreendeu todas as manhãs e noites com suas delícias gastronômicas.
Como toda boa mamma italiana, ela nos recebia sempre com um sorriso largo, beijos e abraços, mas também nos puxava a orelha, querendo que deixássemos de tanta conversa e comêssemos seus brioches enquanto ainda estavam “caldos”. ;)
Sim, tivemos muito sol, flores, arte, vinhos, gastronomia e paisagens deslumbrantes pela Toscana, mas especialmente tivemos gente, com suas histórias e seus sorrisos!
Gente de cá e gente de lá, juntas, compartilhando. Afinal são sempre as pessoas que nos tocam e nos transformam, cada uma com sua singularidade, sempre única.
Lá não foi diferente, italianos, americanos, suíços, argentinos, brasileiros (pernambucanos, cariocas e paulistanos) não importa! Nossas diferenças nos fizeram mais parecidos, potentes e especialmente amorosos.
No fim é só isso que importa, quando o resto é só o resto e percebemos que o “paraíso (de fato) são os outros”!
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"O inferno não são os outros, pequena Halla. Eles são o paraíso, porque um homem sozinho é apenas um animal. A humanidade começa nos que te rodeiam, e não exatamente em ti. Ser-se pessoa implica a tua mãe, as nossas pessoas, um desconhecido ou a sua expectativa. Sem ninguém no presente nem no futuro, o individuo pensa tão sem razão quanto pensam os peixes. Dura pelo engenho que tiver e parece como um atributo indiferenciado do planeta. Perece como uma coisa qualquer.” (“O paraíso são os outros”, Valter Hugo Mãe, p.57)

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